Viva Bicho – 25ª Edição
(14/01/10) quinta-feira
Atenção!
Coleira com identificação para todos os animais!
Clarissa Knabben
Estou realmente assustada com a quantidade de animais perdidos neste final e início de ano. Entre eles pug, pastor alemão, golden retriever, labrador, poodles, shitzus, lhasas, terrier, fila brasileiro, enfim, tudo quanto é raça e tamanho, todos perdidos, assustados, correndo o risco de serem atropelados, roubados. Quase todos são de turistas que vem veranear na cidade e trazem seus pets.
Ao mesmo tempo, donos desesperados a procura de seus companheiros distribuem cartazes, anunciam em rádio, correm a cidade toda, tudo porque seus animais que não possuem identificação. (A importância da identificação é fundamental). Basta uma coleira com o telefone, qualquer pessoa que encontre o animal pode entrar em contato com o dono imediatamente.
Infelizmente, a Viva Bicho não pode recolher animais perdidos, pois nosso abrigo está lotado e, com a falta de espaço damos preferência para animais abandonados que foram atropelados ou se encontram extremamente debilitados precisando de ajuda imediata e urgente. Mas, algumas pessoas e voluntários tem recolhido alguns desses animais até serem encontrados seus respectivos donos.
Não importa o tamanho, identificação na coleira sempre!
Curiosidades da Viva Bicho
A ONG só atende cães ou gatos, mas algumas vezes nos deparamos com animais inusitados. Muitas pessoas ligam para resgatarmos pingüins, filhote de golfinho, porco espinho, gambás, guaxinim, ferret (Furão), pássaros de todos os tipos, enfim, animais que, por algum motivo, foram encontrados machucados.
Apesar disso tivemos alguns casos de animais achados debilitados e que foram cuidados por voluntários da ONG, como é o caso da Helô, que junto com seu marido, o médico veterinário dr. Ranieri, já atenderam e prestaram lar temporário para vários animais. O porco espinho batizado de Catatau foi pego após ser atropelado na BR e passou por uma plástica reconstrutiva facial.
O simpático guaxinim Zorro, pego atropelado em Estaleiro, a pomba Gertrudes e o filhote de morcego Billy, ambos resgatados com as asas machucadas, mas que se recuperaram e foram soltos na natureza, são exemplos. Alguns não tiveram tanta sorte como o saguizinho que levou um choque no fio de luz, o tamanduá que foi atacado por um pitbul, o ferret atropelado, mas o empenho é grande para salvar esses animais.
No abrigo também foi encontrado um tatu machucado, e lá mesmo nosso querido administrador Adriano tratou-o e medicou-o até poder solta-lo na natureza. Adriano também cuidou de uma pomba que chegou muito machucada e que depois de recuperada não deixa o abrigo por nada. Quem já foi lá com certeza foi recepcionado por ela (bicando o seu pé) e pelo gato Gordo, os dois não se desgrudam um do outro.
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